Ariosto Holanda lança livro que mapeia a situação das microempresas e aponta a inovação tecnológica como saída para expansão do setor

Publicação foi lançada pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara, em solenidade concorrida, prestigiada por parlamentares, empresário, jornalistas e autoridades da área da ciência e tecnologia 

(Brasília-DF, 10/05/2012) “A educação, ciência e tecnologia são os melhores caminhos para diminuirmos a distância entre o Brasil que tem o 6º PIB (Produto Interno Público) mundial, e o Brasil que ocupa a 84ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano -IDH”.
 
A frase, uma marca do deputado federal Ariosto Holanda (PSB-CE), foi novamente reforçada pelo parlamentar nesta quarta-feira (9), no lançamento do seu livro “Assistência Tecnológica às Micro e Pequenas Empresas”.
 
A solenidade aconteceu no café do Salão Verde do Congresso Nacional e contou a presença de parlamentares das duas Casas (deputados e senadores), empresários de diversos ramos, jornalistas e autoridades da área da ciência e tecnologia.
 
Produzido pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados, o livro faz um mapeamento da situação das micros e pequenas empresas (MPE) no Brasil – um dos setores que mais cresce no País (segundo o IBGE, são cerca de 5 milhões de estabelecimentos); discorre sobre o principal desse setor – “a elevada mortalidade”; e aponta “oportunidades de sobrevivência e de expansão aos pequenos empreendimentos”.
 
De forma didática, o deputado Ariosto Holanda fez uma explanação do funcionamento do conselho, dos temas enfocados na obra e da situação da inovação tecnológica no Brasil.
 
O ESTUDO
 
Ao justificar as razões que lhe levaram a realizar esse estudo, o deputado Aristo Holanda citou três aspectos: o avanço tecnológico, o analfabetismo funcional e o analfabetismo tecnológico das micros e pequenas empresas.
 
“Anualmente nascem 720 micro microempresas e morem 650 mil, e apenas 10% chegam a 20 anos, devido essa situação”, explica o deputado.
 
Ele informou que atualmente são 4, 7 milhões de micro e pequenas empresas no Brasil, o que representa 98,9% das empresas existem no País, e que os meios de produção estão nas mãos de 6% da população brasileira.
 
IMPORTÂNCIA DAS MICROEMPRESAS
 
O parlamentar destacou a importância das micros e pequenas empresas no contexto de desenvolvimento do País.
 
“As micro e pequenas empresas promovem o desenvolvimento econômico e social equilibrado, diminuem a disparidade entre ricos e pobres e proporcionam melhor distribuição de renda”, frisou.
 
E lembrou que estão presentes em todos os municípios, promovem a formalização do trabalho, aumentam o número de postos de emprego e dão oportunidade aos de baixa renda
 
“As microempresas refletem o espírito empreendedor do brasileiro e empregam aproximadamente o mesmo número de pessoas que as empresas de grande porte”, revelou.
 
ASSISTÊNCIA TECNOLÓGICA
 
Ao apontar saídas para o setor, Ariosto Holanda fala em “apoios” e assistência tecnológica, e explica que isso pode se dar através de quatro formas: Gerencial – gestão e marketing; Financeira – acesso a crédito; Mercadológica – acesso ao Mercado: e Tecnológica – acesso á inovação.
O parlamentar argumenta que a assistência tecnológica “visa reduzir a mortalidade das pequenas empresas, resolver problemas tecnológicos específicos, qualificar a população trabalhadora local, e a redução do analfabetismo completo e funcional”.
Acrescenta que essa assistência pode resultar na elevação da escolaridade formal e proporcionar o acesso ás informações tecnológicas.
 
“Para isso é preciso que se implantem redes de extensão tecnológica (com serviços de informações, transferência de tecnologia, análise laboratorial, propriedade industrial, etc), se promova a cultura da inovação )através de seminários, oficinas, palestras, prêmios), divulgar os bancos de dados de tecnologias disponíveis, incentivar a implantação de incubadoras e parques tecnológicas) e resgatar ações que deram certo nesse sentido no país”.
 
Pariciparam do grupo de autoridades, na abertura do evento, com Ariosto Holanda e o deputado Inocêncio Oliveira(PR-PE), presidente do Conselho de Altos Estudos, os senhores Elizer Pacheco, secretário da Secretaria de Inclusão Digital do Ministério da Ciência e Tecnoligia, Denio Arantes, presidente do conselho Nacional dos Instituos de Educação, Conif, reitor do IFES, e Luiz Henique Casseb, diretor da Consultoria Legislativa e Luiz Antonio Gouveia de Oliveira, Secretário de Economia Criativa do Ministério da Cultura.
 
Ariosto ressaltou o fato de que o Conselho de Altos Estudos surgiu como fruto dos trabalhos da “CPMI do Atraso Tecnológico” que teve como presidente, no ano de 1993, o senador Mário Covas e a deputada Irma Passone. No relatório da CPMI, de Passone, sugeriu-se algumas ações para vencer o atraso e uma das sugestões foi a criação do Conselho, o que foi atendido pelo então deputado Inocêncio Oliveira, presidente da Câmara Federal naquela legislatura.