Cursos de mecânica e carpintaria da EEEP em Morada Nova ainda não receberam equipamentos das oficinas

Um grupo de alunos do curso de mecânica da Escola Estadual de Educação Profissional Osmira Eduardo de Castro, de Morada Nova, pediu ao deputado Ariosto Holanda para interceder junto à Secretaria de Educação para que seja agilizada a instalação dos equipamentos do laboratório de práticas. “Estamos sendo totalmente prejudicados com isso”, disse Laís Bezerra Rodrigues, aluna do terceiro semestre do curso, após a palestra do parlamentar cearense sobre o tema “Inclusão Social, Educação e Trabalho” nesta sexta-feira, na instituição.

Ariosto Holanda disse que a parte prática no ensino técnico precisa ter uma base forte de laboratórios, sendo constituída por ferramenta e mão na massa, e aconselhou ao diretor da EEEP de Morada Nova, Elivânio Moreira da Silva, a cobrar urgentemente a instalação dos laboratórios. Enquanto os equipamentos próprios não chegam, o deputado sugeriu procurar o CVT de Tabuleiro do Norte que, segundo ele, está com a oficina mecânica parada. “Vamos entrar em contato”, anunciou o diretor ao explicar que os equipamentos do laboratório foram licitados pela Secretaria de Educação e estão em fase de aquisição.

Elivânio Moreira observou que o professor do curso de mecânica da EEEP de Morada Nova foi aluno do IFCE em Limoeiro do Norte, antes pertencente do Instituto Centec, conhece o pessoal do CVT de Tabuleiro do Norte e vai entrar em contato para solicitar o empréstimo. Conforme o deputado, a oficina de mecânica do CVT tem torno, instrumento de soldagem e outros  equipamentos que serviram para formar muita gente em cursos de curta duração da modalidade de educação fundamental e continuada.

Após visitar as instalações da instituição, Ariosto Holanda disse que a sua esperança renasce quando entra numa Escola de Educação Profissional, que considerou “modelo para o Brasil. O governador Cid Gomes acertou ao criar estas escolas voltadas para a educação e trabalho, com ensino médio integrado à formação profissional, em regime integral”, afirmou.

A EEEP de Morada Nova iniciou as aulas no dia 11 de agosto de 2011, hoje com 33 professores  e 332 alunos dos cursos técnicos do ensino médio nas áreas de mecânica, carpintaria, agroindústria, fruticultura e finanças. Também o curso de carpintaria não recebeu os equipamentos para a oficina de práticas profissionais, assim como os cursos de carpintaria das EEEPs de Pereiro e Pedra Branca. A licitação foi feita e os equipamentos estão ainda na fase de aquisição.

Ao percorrer o refeitório da Escola, Ariosto Holanda fez uma pergunta de física a Wallison André Soares Cavalcante, aluno do curso de mecânica:

- Por que o ceu é azul?

- Vou dar uma resposta teológica – disse Wallison Cavalcante - :porque Deus quer.

O deputado explicou que, de acordo com a física ótica, a camada da atmosfera tem um filtro que só deixa passar a cor azul.

Morador do Setor 7 do Perímetro Irrigado Morada Nova, do Dnocs, Wallison Cavalcante, 16 anos, disse que no curso está vendo mais a teoria mecânica, e não mencionou a falta de equipamentos na oficina. Ele disse que pensa em fazer engenharia mecânica, gosta da área, e que vem para a escola de moto ou de carona com o pai, mas tem sempre ônibus na volta para casa.

No próximo ano, a EEEP de Morada Nova forma a primeira turma capacitada a trabalhar no setor moveleiro. Um distrito de Morada Nova, São João do Uruaú, merece apoio para implantação de um Arranjo Produtivo Local (APL), lembrou Ariosto Holanda, ao citar a oficina de carpintaria de seu Abdon como a que realizou o melhor trabalho na licitação para construção de carteiras e móveis escolares para o Estado quando foi secretário da Indústria e Comércio.  O deputado sugeriu a criação de um Centro de Inclusão Digital (CID) no distrito com foco na vocação do setor moveleiro, que pode servir também para as práticas e estágios dos alunos da EEEP.

Indagado por outro aluno, o parlamentar informou que Morada Nova tem um campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE) graças a emenda da bancada federal do Ceará no valor de R$ 20 milhões para 10 Centros Vocacionais Tecnológicos. Por orientação do governador Cid Gomes, que não queria mais CVT na conta do Estado, o Ministério da Educação foi procurado e aceitou incorporar os 10 CVTs ao IFCE, transformados em campus avançados.