Sindicato dos Engenheiros do Ceará vai ganhar CVT para capacitação em novas tecnologias

Proposta do Engenheiro Municipal ao Programa Nacional de Assistência Técnica em Desenvolvimento Urbano

 

 

A presidente do Sindicato dos Engenheiros do Ceará, Thereza Neumann, discute nesta terça-feira com o secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social, Paulo Neiva, o projeto de implantação de um Centro Vocacional Tecnológico tipo 1 na sede da entidade da categoria. Foram destinados R$ 500 mil para a obra que será adaptada à estrutura do Sindicato, com recursos de emenda ao orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação colocados pelo deputado federal Ariosto Holanda.

 

A emenda também inclui recursos para computadores ou notebooks e equipamento de videoconferência para educação a distância, que atende a uma necessidade de atualização permanente dos conhecimentos dos engenheiros. Em reunião com Thereza Neumann e a diretoria do Sindicato, Socorro Moreira Araújo, o deputado sugeriu conectar o CVT dos Engenheiros à Universidade Aberta do Brasil (UAB) do Ministério da Educação para cursos de especialização e de extensão.

 

Thereza Neumann defendeu a necessidade de implantação do Programa Nacional de Assistência Técnica em Desenvolvimento Urbano, aprovado na III Conferência Nacional das Cidades. Segundo ela, a proposta tem similaridade com o Programa de Agentes de Saúde, e visa a contratação de corpo técnico mínimo de engenheiros nas prefeituras para estruturar o atendimento do serviço público, para realizar trabalhos nas áreas de infraestrutura, transporte, energia e outras.

 

Ariosto Holanda propôs trabalhar pela ideia na Câmara por meio do levantamento dos parlamentares com formação na área para recriar a Frente Parlamentar de Engenharia, que receberia a força de diversos partidos para avançar na implantação da proposta. O deputado lembrou dos cursos de extensão para formação do Engenheiro Municipal, realizados na década de 80 pela Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC).

 

A diretora de Relações Institucionais do Sindicato dos Engenheiros, Maria do Socorro Moreira Araújo, disse que em 1986 fez o curso de Engenheiro Municipal pela UFC. A iniciativa fazia parte do Programa de Assessoria Técnica às Prefeituras Municipais do Estado do Ceará (Protec), que proporcionava uma atualização dos conhecimentos do engenheiro civil e arquiteto nas áreas de aerofotogrametria, topografia, elementos de organização do espaço, construção civil, estradas, transportes, irrigação e instalações elétricas.

 

Ariosto Holanda propôs trabalhar numa articulação com a UFC para uma adaptação do currículo do curso de Engenheiro Municipal à realidade atual. Thereza Neumann observou que existe hoje necessidade de capacitação em novas tecnologias, mas os cursos disponíveis no mercado são caros, e os engenheiros têm de pagar do próprio bolso para ter acesso.

 

A ideia de retomada da modalidade de curso no perfil do Engenheiro Municipal se encaixa na ideia defendida pela presidente do Sindicato de estruturação de um corpo técnico nas prefeituras para atuar em equipes multidisciplinares nas áreas de combate à seca, prevenção de enchentes, avaliação preventiva de risco em ocupações irregulares e outras atividades. A presidente do Sindicato citou também o trabalho no campo da engenharia social junto à Defensoria Pública para ajudar na obtenção da usucapião em áreas ocupadas por pessoas pobres.

 

FONTE: Flamínio Araripe